quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Mesmo sendo eu, porque preciso parecer com os outros!

Enquanto você se esforça pra ser, um sujeito normal, e fazer tudo igual... Eu do meu lado aprendendo a ser louco, maluco total, na loucura real...

Pegando como gancho a frase de uma das mais célebres músicas do mestre Raulzito, é realmente um grande esforço ser um sujeito normal, quando tudo o que se quer, é ser é diferente.

Digo isso porque vejo todos os dias em jornais, redes sociais, noticiários e até mesmo em palestras, pessoas consideradas diferentes, fazendo de tudo para parecer igual ao artista, ao jogador, enfim, a todos aqueles que como diria Edgar Morin fazem parte do Olimpo.

Aí eu me questiono, mas, isso não deveria ser ao contrário? Se você quer se destacar, não deveria ser diferente de tudo o que já está aí?
Eis que surge uma esperança...
Mentira! Pode continuar lendo.
Aí você encontra vários grupos de pessoas “cultas e intelectuais”, mas, isso é tão indecifrável quanto às músicas do Djavan.

Com o tempo, é possível perceber que, no final das contas essas pessoas, sem generalizar, só querem ser o que elas mesmas julgam, apedrejam e todos aqueles velhos argumentos clichês.
Só lembram que existe “rolezinho” porque saiu no noticiário, e se essa for à moda, lá estão eles.

Só querem participar de projetos sociais, se rolar grana ou status. Só querem que a justiça seja feita, se puderem tirar algum benefício disso. Só participam de manifestações para colocar no currículo: “Da série”: eu participo.

Voltamos ao papo de igualdade, como ser igual ou diferente se nem conseguimos pensar sem ser influenciados.
Gostaria de saber onde fica o espaço para os malucos, porque de gente normal (diferente), eu já to cheia.


by Rafael C. Nemer 

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