sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Até quando vai ficar sem fazer nada?


O poder do dinheiro sempre se sobressai em um mundo onde os valores estão associados à moeda e não ao caráter das pessoas.
É nitidamente claro, mas, ao que parece os olhares estão distorcidos ou preocupados demais com o grande espetáculo.

A democracia tão sonhada só existe para quem concorda e é complacente com as atitudes dos “Poderosos”, o resto, fica com a miséria e o descaso.

Só que agora, os “aliados”, ocupam mais espaços e as acusações se tornaram mais sérias. Na era da informação ou desinformação, todo mundo tem opinião, e a rede esta povoada por pseudointelectuais com suas certezas absurdas e atraentes aos desinformados.

Se forçar um pouco, podemos ver no meio de toda a modernidade o mesmo cenário do romance Gabriela cravo e canela de Jorge Amado, que descreve como a vida funcionava em Ilhéus em 1925.
Ainda vejo as armas e o dinheiro na mão.
Ainda vejo a desigualdade e a desinformação.
Vejo também os mais humildes, mantidos na ignorância, peças fáceis de manipular. A miséria é tanta que qualquer vintém os satisfaz.  

Outros mais dotados de saber até conseguem enxergar e entender o que acontece, mas, para se manter ao lado dos reis preferem idolatrar santos que não existem.

A ditadura da informação é imposta a cabresto, mas, não consegue atingir a todos, ser minoria não é o grande problema. O Problema maior é não saber quem realmente se quer ser...


Depois de vinte anos na escola
Não é difícil aprender
Todas as manhas do seu jogo sujo
Não é assim que tem que ser?
(Trecho geração Coca-Cola – Legião Urbana). 

Imagem retirada fan page - Depósito de Cartuns

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Nem sempre é assim

Era um pássaro novo, asas compridas exuberantes, olhos espetaculares que funcionavam quase como os de um falcão. Vivia livre, rodeado de natureza, ar puro e comida em abundância. 

Seus voos lhe ocupavam o dia, e a noite, mas ele era inquieto, desde muito cedo queria saber mais. Sua liberdade lhe ocasionava muitas escolhas, então ele escolheu voar para mais longe, queria saber como seria a vida em outras paisagens, queria conhecer novas espécies e quem sabe alçar voos maiores. 

Mal sabia ele que o pouco que tinha era muito e o suficiente para ser feliz... 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

É só um vazio


Acho que um dia passa, assim como as histórias terminam. O Happy end tão sonhado, talvez exista, mas, certamente não funciona para todo mundo. As respostas não estão nas certezas e sim nas perguntas, no que ainda não se pode ver.

Conhecia tanta gente, era amado por todos, mal sabia que aquilo tudo era ilusão, mal sabia que estava novamente perdido, sem caminho, sem direção.
O pouco que lhe sobrou só serviu para atrair seres quaisquer, aqueles que estão longe de uma evolução, aqueles tão presos na vida quanto ele.

Os holofotes não terão o mesmo brilho, porque certamente o brilho que ele tinha não era só seu. Ele foi lapidado por outros e por aqueles que realmente acreditavam no que ele podia se transformar.

Que pena, as cortinas se fecharam e os holofotes se apagaram, só restou à ilusão de uma vida que podia ter sido linda, mas, não foi, só ficou um vazio. 




Imagem Google